20 setembro 2005

Candidato do PS-Guimarães apresentou programa autárquico

Cultura e inovação, coesão social, coesão territorial, turismo e ambiente, bem como a paridade entre sexos constituem os cinco vectores fundamentais do manifesto eleitoral do Partido Socialista (PS) de Guimarães, apresentado ontem publicamente. O candidato à renovação do mandato, António Magalhães, aproveitou ainda para apontar contradições e demagogia ao programa eleitoral do PSD.
O programa eleitoral do PS-Guimarães estabelece, entre outras, como prioridades para o próximo mandato a dinamização da actividade cultural e estudo de uma eventual candidatura da cidade-berço a Capital Europeia da Cultura, eventualmente em coligação com outros concelhos. Apontando a inovação como um dos caminhos para vencer a crise que afecta os sectores tradicionais, o candidato socialista propõe-se continuar a apostar no AveParque (Parque de Ciência e Tecnologia), onde pretende criar um laboratório de inovação, que será liderado por Fernando Ribeiro, docente da Universidade do Minho (UM). O AvePark deverá ainda acolher um centro incubador de micro empresas, associando a investigação à aplicação industrial, numa parceria estreita com a UM, bem como uma estrutura de formação pós-básica e pós-secundária em diferentes áreas de formação, para jovens à procura do primeiro emprego e desempregados. Afirmando-se preocupado com os cerca de 14 mil desempregados contabilizados no concelho, António Magalhães, apontou a necessidade de acautelar a «ruptura social», em colaboração estreita com o Governo, visto que a esmagadora maioria daqueles que não têm emprego são pessoas sem formação específica e em idade avançada. «É necessário encontrar soluções, em conjunto com o Governo, para estas pessoas, porque o futuro não augura facilidades e o seu destino está traçado», vaticinou o candidato do PS.
No que toca à coesão territorial, os socialistas, que governam a Câmara de Guimarães há 16 anos consecutivos, com maioria absoluta, prometem prosseguir a requalificação os centros cívicos das vilas, garantindo que o trabalho já foi executado em um terço das localidades, bem como reforçar a aposta na melhoria das vias de comunicação. António Magalhães excluiu ainda a possibilidade de virem a ser criadas delegações ou serviços descentralizados da Edilidade noutros pontos do concelho, conforme propõe o PSD, justificando que a medida se revelaria demasiado onerosa. A par da coesão social, o candidato socialista coloca ainda a defesa da coesão territorial, contestando a lógica do «dividir para reinar» e aplaudindo as posições de Jorge Sampaio e do governo que travaram a tempo «uma espécie de loucura nacional», aludindo explicitamente aos movimentos autonómicos.

PS aponta contradições ao PSD

Depois de ter feito o elogio da obra feita, «reconhecida mesmo por gente que não é do PS», o candidato socialista apontou ainda baterias à oposição, elegendo o principal adversário como alvo e esgrimindo a existência de alegadas contradições na postura do PSD, lembrando que o partido liderado por Rui Vítor Costa, «que hoje contesta a deslocação do mercado municipal, chegou a integrar essa proposta no programa eleitoral das Autárquicas de 1993». E apontou mais exemplos que alegadamente comprovam as contradições entre o PSD de ontem e de hoje, recordando que, também em 93, a candidatura de Emídio Guerreiro propunha o crescimento da cidade como pólo dinamizador do concelho, insinuando o esquecimento da cidade pelo PS. António Magalhães prosseguiu, acusando o partido social democrata, que tem manifestado oposição aos actuais preços praticados pela Vimágua, de fazer «demagogia fácil», visto que o plano de acção da empresa permitirá uma cobertura alargada a quase todo o concelho em meados do próximo ano. O candidato socialista acusou ainda o PSD de «montar uma acção persecutória, baseada no ataque pessoal, com o objectivo de desestabilizar a gestão do município, mas sem que o tenham conseguido».

4 Comentários

Em 20/9/05 14:42, Anonymous Anónimo comenta:

Que falta de visão e imaginação... Essa ideia da Capital Europeia da Cultura foi copiada de algum vizinho, não?

 
Em 20/9/05 22:50, Anonymous Anónimo comenta:

Gostava de saber porque é que só agora é que estão a gastar os fundos comunitários em obras de faz de conta, de forma a não devolverem o dinheiro. Mudam-se as caras mas as politicas continuam as mesmas.... que falta de valores demonstra a sociedade portuguesa.

 
Em 25/9/05 15:22, Anonymous Anónimo comenta:

CULTURA?
Com um Presidente que não lê?
CULTURA?
Com um Presidente que adquire autores-pimba e não adquire autores vimaranenses premiados?
CULTURA?
Num concelho sujo, com lixo em qualquer montanha?
CULTURA?
Num concelho desorganizado, desarrumado, com casas à balda?

 
Em 27/9/05 12:42, Anonymous Anónimo comenta:

Falar em Guimarães "Capital Europeia da Cultura" é compará-la com Vienna, com Paris ou com Lisboa.

Guimarães não tem a categoria, o nível de vida e a dimensão para ter como prioridade tal evento.

Deixem-se de populismos e de ilusões.

 

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